E lá vamos nós para mais uma resenha dupla. Afinal, falta de tempo é falta de tempo. Dessa vez, com dois mangás de samurais, um voltado para a fantasia heróica, e o outro, voltado para a realidade histórica. Mas….. Qual é qual?
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Samurai X continua mostrando os heróis na luta contra Shishio, dessa vez tentando impedir que a cidade de Kyoto seja incendiada. Mas.. Será esse o verdadeiro plano de Shishio? E conseguirão os simples moradores de Kyoto impedir que um grupo treinado concretize seu plano? Um número cheio de ação, com direito a várias piadinhas visuais que Nobuhiro Watsuki insere na trama. E, de brinde, quatro páginas com seções de cartas e arte dos leitores. Aliás, é estranho que essa seção tenha sido colocada justo na edição que foi lançada na Animecon, quando a própria JBC admitiu que não podia inserir esse tipo de “extra” nos mangás por questões contratuais… Um dos muitos mistérios editoriais que dificilmente vamos entender…
Já Vagabond, lançado sem nenhum alarde durante o Animecon (aliás, essa edição nem mesmo podia ser ENCONTRADA no estande da Conrad…), continua mostrando a saga de Musashi, enquanto ele tenta se tornar o lutador mais forte do Japão. Nessa edição, Takezo continua seguindo seu caminho para o Templo Hozoin, mas acaba encontrando uma estranha figura no caminho que (surpresa!) decide lhe ensinar uma importante lição (sic). Uma edição do tipo “tapa buraco”, onde o que fica é a esperança de que as próximas edições mostrem o desenrolar de tudo o que foi mostrado até aqui.
Interessante notar uma diferença essencial nesses mangás: Enquanto Samurai X é uma história essecialmente fantasiosa, o autor se esforça em introduzir fatos reais suficientes para que o leitor sinta que os eventos que ele mostra realmente aconteceram daquela forma, ou que poderia ter acontecido. Já Vagabond, que se esforça para parecer real, em vários momentos desaba para uma “pseudo-realidade”, criando situações inverossímeis, ou no mínimo hilárias, na tentativa de acrescentar detalhes dos mangás “heróicos” em sua história. E essa edição é recheada de momentos assim. Momentos que, apesar do traço realista, você não consegue aceitar como um fato real. O que é bem triste. Vagabond é vendido como uma história adulta, inspirada em fatos reais, mas na verdade continua sendo uma história cheia do escapismo padrão dos mangás de heróis. Com a diferença de que aqui os personagens ainda não gritam o nome dos golpes antes de executá-los….


