Holy Avenger 32. Na reta final, um pouco mais de fôlego?

28 de agosto de 2002

Fato cada vez mais raro naquela que promete ser a mais
longa e bem sucedida ( ao menos comercialmente ) série em quadrinhos brasileira.
Uma edição interessante e realmente divertida, no melhor estilo dos primeiros
números de Holy Avenger. Enquanto os vilões comemoram seu sucesso e aproveitam
prá explicar aos leitores seus planos, Niele recém-ressuscitada se une a Sandro,
Tork e Anne e os avisa da urgência em encontrar Lisandra, além de explicar a
razão de seu ódio ao Paladino.

 

O único senão dessa edição é o já previsto clima de
correria que fica, com coisas que poderiam ser melhor explicadas não tão bem
exploradas quanto deveriam, e a já lendária falta de combates. Resta saber se as
edições restantes de Holy trarão o mesmo clima desta, algo melhor, ou o que
vimos nos ultimos três números, com uma perceptível queda na qualidade de
roteiro. E, de quebra, fotos da AnimeCon 2002. Melhor do que material
requentado, sem dúvida …

Marcus Winicius, para todo o mal, há cura

Gundam Wing #1

25 de agosto de 2002

Chega às bancas o primeiro lançamento nacional em formato “mangá” da Panini (diga-se de passagem, conhecida por lançar vários mangás na Europa). Pena que um título de peso e uma editora de peso não formem, necessariamente, um revista que vale o quanto pesa….

Clique em Ler Mais para uma rápida inversão de páginas…
Se você andou meio ligado nas revistas informativas e na TV paga ultimamente, já deve saber do que se trata Gundam Wing. Cinco jovens, cinco Mechas, batalhas cheias de explosões, etc. e coisa e tal. Até aí, nenhuma diferença com o anime. As cascas dos dois são bem parecidos.

Os problemas começam quando comparamos o miolo do mangá. Com um traço bem fraco e uma história que não faz mais do que resumir vários capítulos do anime em algumas páginas, GW pouco faz por merecer os R$ 2,90 gastos na revista. Mas os problemas continuam…

Gundam parece ter sofrido, e muito na sua adaptação pela Panini. Com uma tradução precária, inversão de páginas, e vários balões com os textos “deformados”, fica claro que a Panini nacional ainda precisa de um pouco mais de experiência para tratar dos mangás. Isso fica ainda mais claro na página 52, onde uma parte dos quadros acabou sendo cortada, deixando um espaço em branco do lado direito da página, e suprimindo um balão de fala.

Economicamente, as razões da Panini em lançar GW são até aceitáveis. Afinal, esse é um dos poucos títulos sendo lançados atualmente que conta com um anime sendo exibido na TV, e ainda por cima possui um nome famoso para sustentá-lo. Mas a editora ainda vai ter que penar muito para conseguir oferecer um produto de qualidade, e que, ao invés de apenas atrair os fãs e possíveis novos leitores, consiga mantê-los, e motivá-los a continuar comprando.

Dr. Slump #3

24 de agosto de 2002

Nada a acrescentar sobre tudo o que já foi dito com relação a esse mangá. Dr. Slump continua super-engraçado, com várias sacadas e um traço bem… hã… “fofinho”, por assim dizer. Muito, mas muito dificil de acreditar que a mente criadora de Dr. Slump viria a fazer Dragon Ball Z anos depois….

Nessa edição, Arale se mete em várias confusões (novidade…), fica bêbada e se vê às voltas com um bandido atrapalhado e um herói que… bem, reze para você não estar com o estomago cheio enquanto estiver lendo…

Um ótimo mangá, mas que poderia receber melhores cuidados na hora da tradução/adaptação. Pelo menos 90% das piadas são criadas a partir de jogos de palavras ou de termos em inglês, e muita coisa que poderia ser melhor explicada (ou, pelo menos, traduzida) acaba passando batida. É estranho chegar na 3ª edição, e perceber que até agora ninguém se deu ao trabalho de explicar o que diabos significa “Slump”….

Dargh, quer dizer Dark Angel N° 2

23 de agosto de 2002

O que? Você não comprou o primeiro número de Dark Angel, a
badalada série de Kya Asamiya publicada pela Mythos Editora e já em seu segundo
número? Pois bem, não perca mais essa oportunidade de dar a essa série todo o
crédito e prestígio que ela merece. Ou seja, nenhum.

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Verdade seja dita, não fosse pela arte espetacular, a
qualidade de roteiro de Dark Angel poderia colocar essa historieta que abusa de
todos os clichês da pancadaria e da fantasia medieval em qualquer número da
Desenhe e Publique Mangá, embora esta ultima tenha publicado vez por outra
histórias muito mais criativas e menos confusas do que essa segunda edição de
Dark Angel. Cobrando do leitor conhecimentos sobre fatos que simplesmente ainda
não foram contados, a saga do espadachim Dark continua com este enfrentando a
amada de seu mestre, que, aliás, foi morto pelo próprio na edição passada,
quando recebeu o título de Fantasma Sagrado e se tornou soberano de Nanbam, o
Reinos dos Ventos do Sul e dai teve de ir até o Reino Central …

 

Dark Angel é um ótimo exemplo de série que só é idolatrada
por conta do nome de quem esta por trás dela. Não é a toa que ela foi
prematuramente encerrada no Japão, já que sua única virtude era ter sido
desenhada por Kya Asamiya. Infelizmente, por aqui nosso suplicio será mais
longo, uma vez que a série continuou a ser publicada nos EUA com outra conclusão
e mais páginas …. Será que o Brasil merece mesmo isso?

Marcus Winicius, shameful heaven, full
of devils

Inu -Yasha 2, Vagabond 9. Algo de novo por aqui?

21 de agosto de 2002

Ao ver duas edições tão diferentes nas bancas, com certeza
você vai ter a sensação de déjà-vu, que, para que quem não sabe fique sabendo
agora, é aquela sensação de que algo que deveria ser novo já foi vivenciado.
Mas, também, por culpa dos autores dos mangás, e um pouco por parte das
editoras, não é prá menos.

Clique em Ler Mais para o resto da resenha e só depois
dizer que a gente xingou alguém

No caso de Inu – Yasha por exemplo, a sensação é tão grande que
talvez só encontre explicação satisfatória se começarmos já pela analise do
layout da capa. Acreditem, graças ao pequeno espaço deixado para a ilustração
de capa, eu tenho dois números 1 dessa série em casa. Dado o tamanho da capa,
bem que o projeto gráfico da JBC podia ser mais claro para a capa, ao menos …
mas, enfim … Se fosse apenas isso, tava bom. A verdade é que Inu – Yasha nada
mais é do que uma hábil reciclagem de “n” clichês presentes em obras anteriores
da autora Rumiko Takahashi e nas aventuras no velho estilo
“garota-viaja-para-outro-tempo-ou-outro-mundo-e-passa-apertos-nas-mãos-de-um-antipático-poderoso-que-na-verdade-é-o-grande-amor-da-vida-dela”.
Ufa! Grandes clichês exigem grande habilidades para serem manipulados.
Felizmente a senhora Rumiko tem isso, de sobra. Competente em cada linha e
traço, é graças a Rumiko Takahashi que essa edição onde se apresenta o dilema
da destruição da Jóia das quatro almas não se torne insuportável. Muito pelo
contrário, Inu – Yasha é agradável e interessante, apesar de não trazer nada de
novo.

 

Talento também não falta a Takehiko Inoue, o autor de
Vagabond e, como ficamos sabendo graças à entrevista no fim da revista, do
consagrado Slam Dunk. O que parece ter faltado foi um pouco de bom senso por
parte da Conrad ao lançar essa obra como algo diferente e realista. Ao longo
das páginas de Vagabond, de toda a série até aqui, e na entrevista de Inoue,
fica claro que Vagabond não tem compromisso algum com a realidade, nem mesmo
com a obra que a inspirou. Quem comprou Vagabond esperando por lutas realistas,
vai se decepcionar com esse número carregado de clichês dos mangás de luta.
Certamente, é o caso de se comprar gato por lebre. Vagabond não apresenta,
assim, nada do que se esperava para a série. O que sobra então? Infelizmente, é
coisa que a série ainda não respondeu.

 

 

Marcus Winicius, a novidade foi dar na praia

One Piece #6 – Nada se cria, tudo se copia….

Sabe aquela história do rapaz que vive mentindo, e quando precisa contar uma verdade, ninguém acredita nele? Pois é, tenho certeza de que vocês já devem ter visto algo semelhante em algum desenho, ou alguma história em quadrinhos, ou até mesmo em forma de conto naquelas cartilhas chatas que a professora do primário vivia te obrigando a ler… E não é que Eichiro Oda resolve usar também esse conto em uma das aventuras de Ruffy? E, o que é melhor, não é que a trama continua boa?

Clique em Ler Mais para ouvir uma resenha bem verdadeira. Sério, juro!
Logo depois da luta contra Buggy, Ruffy e sua “tripulação” descobrem que, para poderem navegar pela Grande Rota, vão precisar de mantimentos e um barco maior. Aportando primeiro em uma ilha aparentemente deserta, (preparem-se para uma ótima lição de moral…), logo depois eles aportam no continente, e acabam conhecendo um jovem mentiroso e uma moça que terá sérios problemas nas próximas edições…

Com uma arte muito boa (e incomum para o “padrão mangá”, seja lá o que isso for…), e um roteiro genial e descompromissado, Eichiro Oda nos conduz a uma ótima história sobre piratas. Aliás, não só sobre piratas. O autor mostra nas páginas dos seus mangás um conjunto enorme de pessoas que agem pelo bem do próximo, de bom coração, e dispostas a ajudar. Com certeza, muitos dos que esperavam uma história cheia de ação desacerebrada e enrolação sem sentido devem ter se sentido enganados (graças aos céus!).

Site de quadrinhos em flash

20 de agosto de 2002

O site de mangá on-line da Brigada Ônix chega ao seu décimo primeiro episódio “Duelos nas Sombras”

Não deixe de conferir está série produzida no Brasil e animada em flash:

http://www.brigadaonix.com.br

Samurai X 26, dispensa o animê

16 de agosto de 2002

O combate entre Sanosuke e seu “mestre” Anji no número 26
desta da um banho na versão animê deste mesmo confronto, provando que a série
regular de Kenshin não excedia justamente isso, o regular, por forças maiores
que os cortes e adaptações. Se você não acompanhou a versão animada desta luta,
dispense, e fique apenas com essa, que toma toda a edição e faz quem gosta de um
bom mangá de porrada lamber os beiços!

Marcus Winicius, then place me on a ship
of oak

Cavaleiros do Zodíaco #22 – A maior batalha de Seiya

14 de agosto de 2002

E chegamos ao “emocionante” final da Saga das Doze Casas. Ikki e Seyia precisam derrotar o Grande Mestre para salvar Atena. Mas, como já sabemos, isso não vai ser nem um pouco fácil…. E, de quebra, essa edição traz uma história-solo com o Hyoga, mostrando sua luta contra um grupo de Cavaleiros na Sibéria.

A história em si é aquela que todos já conhecemos, e não convém ficar analisando o que é óbvio. Mas, se você acha que essa foi a pior batalha de Seiya e amigos, está muito enganado. E não estamos falando de Hades. A batalha que os Cavaleiros terão de enfrentar agora é a batalha dos preços altos. Apesar da capa de “altíssima” qualidade e do papel, R$ 4,50 por uma revista dos Cavaleiros é um preço um pouco alto demais. Se os Defensores de Atena conseguirem sobreviver à alta do dólar e aos preços que a editora vêm cobrando, é sinal de que, apesar dos desenhos do Kurumada e da história já ser bem conhecida, Cavaleiros tem uma força bem maior do que muitos pensam….

Samurai X 25. Infelizmente, não serão X Samurais

7 de agosto de 2002

Ei, vocês sabiam que o Kya Asamiyia vai desenhar os X-Men
regularmente? Não? Pois é … prova, mais uma, de que não existe justiça nesse
mundo. Se houvesse, teriam convidado o Nobuhiro Watsuki, autor de Samurai X,
para isso. Descubra por que clicando em Ler Mais, e também para o resto da
resenha.

 

Ei, o que você esta fazendo por aqui? Ainda não clicou
em Ler Mais?

Fã de carteirinha e confesso dos mutantes da Marvel,
Nobuhiro escancara tudo isso mais uma vez ao expor as origens, nesta edição, da
concepção do braço direito do terrível Shishio, o implacável e inescrupuloso
Houji. Mas isso todo mundo sabe. Mais difícil de perceber, é a alegria e a
descontração que os personagens da história mantém durante toda a edição, e se
lembrar que um dia os X-Mens, e os quadrinhos da Marvel, foram sucesso não pela
sua marca, mas sim pela alegria que transparecia em cada edição, ou pelos dramas
e dúvidas de cada personagem confrontados com os mesmos dramas e dúvidas de
outros personagens. É praticamente impossível não comparar, e não se divertir
tanto quanto se divertiam os leitores de comics antigamente, as cenas que
antecedem a partida de Saito, Sanosuke e Kenshin ao encontro do Juppongatana com
os confrontos entre, por exemplo, prá ficar apenas no exemplo mais clássico,
Wolverine e Ciclope, ou aqueles momentos em que os X-Men saiam para beber em um
bar, que eram um grupo de amigos antes de um grupo de Super-Heróis.

 

Nem a Marvel parece lembrar bem desse tempo, ou teria
contratado Watsuki, e não o insosso e mega-valorizado Kya Assamiya para desenhar
os X-Men. Portanto, aproveite e prossiga sua coleção de Kenshin “Samurai X”,
antes que bons exemplos de como conduzir o relacionamento entre os personagens
fiquem mais e mais esquecidos.

Marcus Winicius, eu não sou perfeito, eu não esqueço

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