A @lumonte (twitter maldito!) Luciana Monte, do Dia de Folga, percebeu que meu novo trabalho no Call Center está começando a me deixar com alguns vícios de linguagens que eu estarei tentando arrumar tão logo estiver podendo.
O que poderia ser apenas mais um item para minha lista de “motivos para nunca mais escrever para as pessoas lerem” me fez perceber que meu ‘poder de emulação’ está começando a se tornar uma desvantagem. Explico:
Mesmo sendo um exemplo perfeito de ser anti-social, possuo uma incrível capacidade de me adaptar rapidamente ao ambiente em que estou. Me joguem numa roda de surfistas, e em pouco tempo estou me comunicando no dialeto deles, andando como eles, emulando eles. E isso acontece em qualquer lugar. Posso estar me sentindo o ser mais deslocado do mundo, mas dificilmente alguém diria que não faço parte daquele grupo. Para ter uma idéia, já fui grafiteiro, rpgista, otaku, fanboy, gamer, e por aí vai.
Só que, em alguns casos, isso acaba afetando também meu jeito natural de ser. O que acontece quando passo muito tempo num grupo, ou em períodos de muito stress. Sério, no final dos dois anos que passei ‘alojado’ na área comercial da minha empresa, eu praticamente ovulava!
Agora, uma chance para vocês adivinharem em que grupo eu estou passando uma grande parte do tempo, em um período de extremo stress? Exato. Meu maior inimigo, a área comercial.

