Depois de vários dias apresentando instabilidade e quedas constantes, e já há quase uma semana com várias funcionalidades “capadas” (não é possível receber os updates via Instant Messengers, o RSS tá de mal a pior, e só é possível ver os twitts da primeira página, já que o link para os textos mais antigos está desabilitado), o serviço web 2.0 coqueluche de 2008, o Twitter, começa a ser gradativamente abandonado por vários usuários, que viram nessa última semana o que a falta de planejamento e de alocação de recursos pode fazer a um site.
Com quedas constantes, funcionalidades essenciais indisponíveis, programas de terceiros tendo dificuldades para acessar a API, problemas no banco de dados, e mais um sem número de problemas, o Twitter está em um daqueles momentos que poucas startups gostariam de estar: o abandono de usuários, e o declínio constante da reputação. Será difícil, depois de tudo o que vem acontecendo, o site recuperar seu status de rei do microblogging.
E como diabos isso foi acontecer? Resumindo o que especialistas vêm dizendo, os mantenedores do Twitter não projetaram o mesmo, tanto em termos de software quanto de hardware, para a quantidade atual de usuários, atualizações e serviços externos (que acessam a API do Twitter). Ou seja: compraram um Pentium 100 quando deveriam ter comprado um Pentium Dual Core, e o servidor começou a pedir água com mais e mais frequência (já que o número de usuários só cresceu), até chegar ao estado atual.
O problema é que os usuários não são pacientes (e nem tem a obrigação de ser, vejam bem). Um site como o Twitter não é como a padaria da esquina, que pode muito bem fechar por um ou dois dias, colocar uma plaquinha de “Desculpem o transtorno, estamos em reformas para melhor atendê-lo - Servimos bem para servir sempre” e achar que está tudo bem, já que a padaria mais próxima fica a cinco minutos de caminhada e os clientes vão voltar de qualquer jeito. Em plena era digital, existem centenas de padarias internet afora, e os usuários não perdoam um serviço que não funciona. Simples assim. Não há motivo para ser fiel a um serviço gratuíto. Que me perdoem os que se apegam sentimentalmente a sites, mas a verdade é dura.
Alternativas
Como já disse, não é difícil encontrar alternativas ao Twitter. Até o momento, os mais cotados para testes são o Jaiku e o Pownce, ambos sendo recebidos pelo exôdo dos usuários do Twitter (Basta ver o quanto o Jaiku e o Pownce estão sendo discutidos no Twitter). A dúvida é: será que algum pega? O Jaiku pertence ao todo-poderoso Google, o que lhe dá um poder de fogo tremendo, mas o Pownce parece até o momento ser bem mais completo e agradável que o Jaiku. Briga das boas, dificil dizer quem vence, só se sabe que o vencedor deverá conseguir atrair o maior número possível de usuários. Ninguém vai microblogar para as paredes, afinal de contas…
E o Twitter? Será capaz de se recuperar desse baque? Ressurgirá das cinzas mais estável e rápido do que antes? Vai gritar “Você matou o Kuririn!!!!!“, ficar com cabelos loiros e mais de um milhão de poder de luta, e acabar com os concorrentes? E, principalmente: será capaz de reconquistar a abalada confiança de seus usuários? Difícil dizer. Na internet, confiança abalada raramente se reconquista. Basta ver a quantidade de sites que nasceram, fizeram relativo sucesso, e morreram por não serem capazes de atender à demanda dos usuários e dos investidores.
Aprendizado
Aos desenvolvedores brasileiros, fica a dica: sempre testem suas aplicações tendo em mente n+1000 usuários, sendo ‘n’ um número BEM alto. Antes de liberar o site para o grande público, criem um script que simule uma grande quantidade de interações com o sistema, e mantenham logs e ferramentas de benchmark a todo vapor durante a execução desse script. Avaliem formar de otimizar o código para torná-lo menos pesado e passível de erros, e principalmente, dimensionem o hardware para atender à demanda. Do processador à placa de rede, tenham certeza de que será possivel manter o sistema no ar, mesmo que a quantidade de usuários cresça de forma inesperada de uma hora pra outra. Pode parecer difícil, mas acreditem, vocês não querem que aconteça com o projetos de vocês o que aconteceu com o Twitter. A não ser, é claro, que vocês curtam uma horda de usuários fugindo no meio do mar enquanto um velhinho mantém os braços abertos para eles passarem…..













maio 28th, 2008 at
Pra falar a verdade eu nunca gostei do Twiter. Em menos de 30 dias desfiz a minha conta.
maio 28th, 2008 at
Putz… acho que tem só uns 02 meses que estou no Twitter… e já tá essa bosta!!!
Como vc mesmo disse, a verdade é dura… “Vai gritar “Você matou o Kuririn!!!!!“, ficar com cabelos loiros e mais de um milhão de poder de luta, e acabar com os concorrentes?” Ahuahuaha adorei essa parte!!! (e nem sou muito fã de Dragon Ball Z).
maio 28th, 2008 at
Grande Graveheart muito bacana o seu blog (essa bajulada foi boa? :D)…
Blz Brother,
vc ainda tem convites para o Jaiku? se tiver me manda um (hugocarvalho arroba gmail ponto com)…vlw!
[]!
maio 28th, 2008 at
Realmente o Twitter está descendo a ladeira e parece que o freio não está muito bom.
Já conhecia o Jaiku mas ainda me mantinha no Twitter por sua popularidade, e como vc escreveu, não adianta blogar para as paredes em outro serviço. Mas numa situação como esse, estou tentando ser convidado para usar o Jaiku.
Isso mesmo, precisa de convite para entrar no Jaiku e parece que ainda não há infra que comporte mais usuários, portanto, ainda não recebi o convite.
maio 28th, 2008 at
É triste ver que o tão badalado Twitter tá indo de mal a pior. É mais triste ainda entrar no twitter e ver ele todo em pedaços, cheio de funções desabilitadas.
Ficarei no twitter até o meio decidir se é pra ir pro Jaiku ou Pownce.
maio 28th, 2008 at
[...] a turma perdeu a paciência ontem e começou a procurar alternativas para manter o [...]
maio 28th, 2008 at
[...] o exôdo do Twitter já começa a criar conflito entre os usuários. De um lado, os que pularam de corpo e alma no [...]
maio 30th, 2008 at
Não sei não se as pessoas não suportam quedas constantes! Basta lembrar dos paus que aconteciam no Orkut, mas que continuava crescendo absurdamente!
Para acontecer a migração, além de estar de pé, o programa tem que ter mais funcionalidades (como o Messenger) ou atrelar ele a algum outro serviço de sucesso (como o gtalk).