Como se dividem os hackers?

19 de fevereiro de 2008

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Numa conversa no Campus Party, em que eu discutia com o Marco e o Rafa (mais minha namorada e três pessoas cujo nome não lembro. UPDATE: Segundo o Marco, tratavam-se de Fabricio Zuardi, Wendely e Mauricio, os dois últimos, ninja do boo-box) sobre o caso do hacker que estava bloqueando o Google no Campus Party, e pintou na conversa as denominações que os hackers[bb] costumam receber. Afinal, qual é a diferença entre um black hat, um white hat e um pink hat? Quais são os mais perigosos? Quais devem ser mantidos longe de qualquer equipamento que suporte comunicações via rede[bb]?

Dando uma fuçada na amada Wikipedia, pude legar um pouco mais sobre as denominações mais comuns que os hackers recebem, e trazer, de forma resumida e em linguagem de gente, um texto sobre as divisões no mundo hacker:

- White Hat: Esse é mano do bem, gente fina, legal e queridinho das empresas. É o hacker que utiliza seus conhecimentos de invasão de sistemas para auxiliar empresas e governos a evitar invasões realmente prejudiciais. Tudo é feito de forma legal, para fins de descoberta, tentando encontrar falhas de segurança[bb] e bugs que possam causar problemas, e os responsáveis pelo sistema são logo avisados do problema. Normamente, nenhum dano é causado pela ação de um White Hat, a não ser pelo emprego do engenheiro de software que projetou o sistema.

- Grey Hat: Esse é praticamente um white hat, mas tende a usar métodos ilegais para invasão, e pode não ter boas intenções em 100% das invasões. Na prática, se o White Hat fala “Olha, o portão tá aberto, dona. Pode ser que entre alguém” o Grey Hat já chega dando um chute no portão, pega alguma coisa na geladeira, e só então avisa que o portão estava aberto, e por isso ele entrou. Normalmente, suas ações até podem causar algum dano, mas não costumam ser críticos.

- Black Hat: Esse foi negligenciado pela mãe, apanhava do pai, e era queimado pelo cigarro da vó todas as noites, e por isso cresceu revoltado e com ódio no coração. O Black Hat é conhecido por invadir os sistemas de forma ilegal, sempre com segundas intenções, visando ganho pessoal ou o prejuízo da pessoa afetada. É o extremo oposto do White Hat, odiado pelas empresas e pelo governo. Podemos considerar Black Hats os hackers que acessam contas de banco para roubar dinheiro, ou que invadem uma empresa, roubam arquivos importantes, e exigem um “resgate” pela recuperação dos mesmos. Um povinho que você dificilmente convidaria pra uma festa.

- Pink Hat: O pior tipo de hacker que existe. Ao invadir um sistema, o mesmo se encarrega de lotar o computador com imagens fofas, muda as cores para o rosa como default, todas as senhas são alteradas para algo relacionado a Hello Kitty[bb], e o MOTD do shell[bb] passa a exibir mensagens típicas do LolCats (”I can has sudo?”). Um inferno. E nem comentei sobre as figuras em ASCII quando você dá um ‘ls -l’ no sistema invadido….

- Red Hat: É uma distribuição Linux voltada para empresas, mas que já foi voltada para uso geral. Essa versão para o grande público atende hoje pelo nome de Fedora, e é uma das distribuições mais conhecidas e utilizadas. Menos pelos Black Hats, já que todos usam Slackware.

É isso. Agora vocês já sabem que nem todo hacker é mal, feio e bobo, e que mesmo entre os “invasores”, existem pessoas que possuem um código de ética. O que não justifica que você mantenha seu firewall e anti-vírus desatualizado, né?

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