Intercon 2008 e a vitória do 3G

27 de outubro de 2008

Convidado pela agência em que trabalho a participar do Intercon, não pude deixar de comparecer. Como esse tipo de convite (evento pago!) não se recusa, acordei no sábado de manhã e arrumei minhas coisas, já pensando que o ideal para twittar do evento seria usar meu Ipod Touch, fiel companheiro em locais com Wifi decente, deixei ele em um lugar acessível da mochila, levando o PSP e o notebook apenas ‘por precaução’, caso o Touch falhasse de alguma forma. E, num momento que só pode ser definido por ‘inspiração divina’, olhei para o meu modem 3G que estava em cima da cama e coloquei na mochila. Pequeno, não ia fazer diferença, né?

Legal, já estou no evento. Não faço a mínima idéia de onde faço o check in, e não há nenhuma placa sinalizando. Mas o local está lotado, não faz mal perguntar. Descubro qual o procedimento e, enquanto estou na fila, tento pegar uma rede sem fio. Olha tem uma aqui, com o nome de ‘Imasters Intercon’, e… e… não navega. Continuo tentando, mas desisto quando a fila termina e eu sou chamado. Oras, mas vejam só, havia um cartão no meio da pasta explicando que havia uma rede fechada só para o evento. Eu só tinha que selecioná-la e digitar a senha…

Só que ela não aparecia no touch, pelo menos não no primeiro andar. Mas, beleza, já tá todo mundo subindo, o evento já devia ter começado, vou subir as escadas também. Se as palestras são lá, o sinal deve ser mais forte. Opa, achei a rede. Legal, pediu a senha, agora é só digitar. Conectou! Vamos mandar uma twittada, começar a cobertura do evento! Ué, não navega? Como assim?

Tento pelo menos mais umas duas vezes, desconecto, reconecto, e nada. Necas. Mas, tranquilo, eu tenho o PSP. Zero de conexão. OK, o auditório abriu, vou sentar em alguma lugar e enquanto as palestrar não começam, ligo o notebook e testo a rede…

intercon

FAIL. A rede é encontrada, o notebook conecta, mas não navega. Ou navega, mas a conexão cai menos de cinco minutos depois. Nhé. Deve haver alguma solução que não envolva banhar os roteadores no sangue de loiras virgens. Enquanto fecho os olhos para tentar imaginar um evento de internet sem internet, lembro DELE. Vasculho todos os cantos da mochila, encontro o meu modem 3G, e… sem sinal dentro do auditório! Mudo pra Edge e consigo algum sinal, mas a navegação é lenta e com quedas.

Estou num beco sem saída: Wifi baleiando, 3G sem funcionar dentro do auditório (fora OK) e eu com um Ipod Touch, um PSP e um notebook servindo como peso de mochila. Já pensando em como seria legal voltar a comentar o evento com as pessoas do meu lado (ao invés de twittar, como alguém normal faria), encontro o Fugita, que sugere trocar os chips entre o meu modem e o celular: assim eu poderia twittar ‘rapidamente’ pelo EDGE, usando as versões mobile das páginas. Boa, Hiro! Transfusão realizada, me certifico de que não há peças faltando, ligo o celular e começo a twittar do evento.

interconVoltando do almoço, faço mais um teste com o notebook. Nada, zip, zero de conexão. Aliás, não só o meu, mas o de várias outras pessoas. Incluindo os próprios equipamentos do local. Como eu ia ficar do lado de fora assistindo as oficinas de programação, desfaço a operação de troca de chips, ligo o 3G e rodo normalmente até a bateria do note pedir arrego, já quase no final do evento.

No final, o grande ’salvador’ do Intercon (pelo menos pra mim) foi, vejam só, o 3G. Mesmo algumas pessoas acabaram preferindo compartilhar conexão com os amigos, ao invés de ficar tentando conectar na rede oferecida pelo Intercon.

Não deixa de ser engraçado: quem diria que, num evento sobre a internet, os visitantes teria que trazer meios de conexão de casa? :P

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