Os 5 games que varei a noite jogando!

Entrando de cabeça nesse meme, já que ninguém me convidou diretamente (aliás, vão se ferrar, tá?). A idéia é comentar os jogos eletrônicos que mais te deixaram vidrado na telinha, viciado mesmo. Depois de um longo debate interno, peguei os cinco melhores, e percebi que a maioria é RPG. Mas considerem que eu também acho Street Fighter e Alien Vs. Predador ‘legaizinhos’… :)

250px-homm2_screenshot.pngHeroes of Might & Magic II - O demo que eu mais joguei até hoje. Na verdade, só o demo já era suficiente, com um mapa gigantesco, quase todas as funções do jogo completo, e personagens / monstros aleatórios. Nem precisava do modo ‘história’ pra me divertir. Heroes é uma série de jogos de estratégia onde você comanda ‘generais’ que comandam tropas de monstros para atacar os castelos dos adversários, e ao mesmo tempo defender os seus castelos. Cada general pode possuir uma série de habilidades, artefatos, magias e monstros diferentes, o que torna todo o jogo bem mais dinâmico, já que dificilmente você terá (ou enfrentará) os mesmos generais de sempre.

Minha classe preferida era o da Necromancia: eles tinha um poder especial que permitia ‘ressuscitar’ os monstros mortos como esqueletos, e adicioná-los à troca. Já cheguei a atingir o limite de esqueletos possíveis, 999 desses bichos derrubava qualquer um!

ffviisephirothkillsaeris.jpgFinal Fantasy VII - O primeiro jogo que me fez sentir algo de verdade pelos personagens, como amor, ódio, vingança. Sephiroth é o fdp-mor dos jogos da Square, e conforme a história vai avançado, é difícil não se envolver de verdade com as motivações de cada personagem. É também o primeiro RPG que joguei para o PlayStation, e provavelmente o único que fiz questão de descobrir TODOS os segredos do jogo. Pra ter uma idéia, matei todos os Weapon, consegui todas as armas mais fodásticas, e cheguei no Sephiroth com a maioria dos personagens no nível 99 E com o limit carregado.

Foi decepcionante perceber que o pobre Seph não deu nem pro cheiro. Só dois anos depois fui descobrir que ele tinha um Summon ‘poderosíssimo’. Fiquei parado um tempão pra poder ver, e descobrir que mal tirava 1/4 do meu HP…..

ultima4-updated.pngUltima IV - Aprendi inglês jogando essa pérola do Master System, além de ter sido o primeiro RPG ‘não-linear’ que joguei. Até então, tudo se resumia a seguir passos pré-determinados, responder a perguntas que só tinham uma resposta válida, e por aí vai. Ultima IV era completamente diferente de tudo o que eu havia visto, e por isso me fascinou tanto.

No jogo, você encara um personagem em um jornada de iluminação espiritual, para tentar compreender melhor as oito virtudes (a saber: Honestidade, Compaixão, Valor, Justiça, Sacrificio, Honra, Espiritualidade e Humildade) e assim se tornar um Avatar. O legal é que QUALQUER bobagem alterava seus níveis nessas virtudes (inclusive responder aos NPC’s), o que te obrigava a ser O CARA durante todo o jogo (aliás, na época em que o jogo foi lançado um corno lançou em uma revista de videogames que era só entrar no castelo principal e abrir os baús para ganhar dinheiro ‘infinito’. Se você estiver lendo isso, vai se ferrar, ok?)

800px-shot00001.jpgLineage II - O badass-motherfucking-ohyeah dos MMORPGS. Provavelmente o mais complexo RPG multiplayer que já joguei, assim como o mais PESADO de todos. Nesse jogo você pode escolher até 5 raças diferentes (humanos, elfos, orcs, anões e elfos negros), quatro classes diferentes (algumas raças não permitiam certas classes) e também o gênero (homem e mulher). A partir daí, era ’só’ explorar aquele mundo gigantesco, resolvendo quests, conversando com as pessoas, vendendo seus ‘espólios de gerra’ e comprando itens para ficar mais poderoso, participando de clãs, tomando ou defendendo castelos, e por aí vai. O mundo era tão grande e tão complexo que você podia muito bem chegar ao nível 60 sem ter conhecido metade das regiões. O grande problema é que esse tipo de jogo ‘exige’ uma quantidade de tempo absurda do jogador, justamente pela necessidade de interagir com outros jogadores e continuar evoluindo com eles. Acabei deixando ele de lado quando o clã começou a cobrar de mim uma participação maior….

xenogears-sig-2.jpgXenogears - O ‘TOP ONE’ de qualquer lista de melhores jogos que eu faça. Xenogears é o que me fez virar fã de verdade dos jogos da Square, além de ter elevado o nível de envolvimento com a história e os personagens à enésima potência. Trazendo uma penca de referências religiosas e filosóficas (”nós vamos matar…. deus?) e uma história densa, complexa e trágica, é impossível não se emocionar com o desenvolvimento dos personagens, até o final perfeito.

Junte a isso uma série de vilões inesquecíveis (’Do you want true power?’), e você tem a receita certa da vitória. Vários momentos são inesquecíveis, mas o que mais me marcou é a hora em que o Gear do Id levanta o Yggdrasil com UMA MÃO APENAS, e os ‘flashbacks’ mostrando as várias encarnações do Fei e da Elly (’Live!’). Jogão. Fiquei tão louco com o jogo que varei várias noites no feriado de natal e ano novo em 2001 pra chegar no final. Como eu já disse, ‘TOP ONE’.

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Comentários

Pô, nunca joguei FFVII, isso é meu trauma de criança…

Na verdade nunca joguei nenhum dos que você disse… X=
Mas FFVII é o que mais me doi no coração nunca ter jogado xP

To com FFVII pra jogar, mas com tanto rpg que eu tenho fica dificil começar a jogar =P ainda vou descobrir pq eh tao loko

Xenogears \o/
O melhor, falto falar do sistema de lutas dele, que eh mt bom ^^

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