Os comedores de cérebros estão impedindo minha digivolução!

A @lumonte (twitter maldito!) Luciana Monte, do Dia de Folga, percebeu que meu novo trabalho no Call Center está começando a me deixar com alguns vícios de linguagens que eu estarei tentando arrumar tão logo estiver podendo. :)

O que poderia ser apenas mais um item para minha lista de “motivos para nunca mais escrever para as pessoas lerem” me fez perceber que meu ‘poder de emulação’ está começando a se tornar uma desvantagem. Explico:

Mesmo sendo um exemplo perfeito de ser anti-social, possuo uma incrível capacidade de me adaptar rapidamente ao ambiente em que estou. Me joguem numa roda de surfistas, e em pouco tempo estou me comunicando no dialeto deles, andando como eles, emulando eles. E isso acontece em qualquer lugar. Posso estar me sentindo o ser mais deslocado do mundo, mas dificilmente alguém diria que não faço parte daquele grupo. Para ter uma idéia, já fui grafiteiro, rpgista, otaku, fanboy, gamer, e por aí vai.

Só que, em alguns casos, isso acaba afetando também meu jeito natural de ser. O que acontece quando passo muito tempo num grupo, ou em períodos de muito stress. Sério, no final dos dois anos que passei ‘alojado’ na área comercial da minha empresa, eu praticamente ovulava!

Agora, uma chance para vocês adivinharem em que grupo eu estou passando uma grande parte do tempo, em um período de extremo stress? Exato. Meu maior inimigo, a área comercial.

O que leva a outro problema: se vocês acham que os WTF’s que eu publico são o de pior que me acontece, estão muito enganados. O buraco é muito mais embaixo. É o tipo de coisa que te suga, te drena as energias, te obriga a pensar por três, quatro, cinco pessoas diferentes. Outro dia me peguei ensinando regra de três pra uma pessoa. Agora, vai tentar publicar um post depois de um dia aguentando tudo isso. Seu cérebro vai estar entrando em modo de segurança, operando a no máximo 5% da capacidade normal. E aí você vai estar podendo cometer erros crassos, estúpidos, vergonhosos.

Ou seja, entre essas pessoas e um grupo de devoradores de cérebro, a diferença é muito pequena, bem sutil.

Em alguns momentos, eu literalmente imploro a Deus por uma conversa inteligente via blog, twitter, GTalk, ou o que seja. Porque o cérebro é como outro músculo qualquer: se você não o exercita, ele atrofia. Quando eu voltei a blogar, passava horas olhando para o teclado, imaginando o quê escrever, como escrever, pra quê escrever. Hoje, apesar dos erros que eu posso estar cometendo, a coisa é bem mais natural do que há um ano atrás.

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O que não significa que está bom. Se eu sou capaz de cometer um erro crasso desses, é porque estou deixando de me esforçar mais, de estudar mais, de ler mais, de exercitar melhor meu cérebro. Esse erro foi um ótimo momento para que eu tomasse vergonha na cara e começasse a investir mais na minha… hmm… ‘digivolução’, por assim dizer. Já comecei a listar alguns livros sobre programação, gestão de TI, aplicações para web, assim como para investimento na bolsa de valores, que pretendo comprar e estudar o quanto antes. E não pára por aí: está na hora de tirar da gaveta idéias, conceitos e projetos que estavam parados, e começar a tocar.

Não me sinto mal pelo ‘puxão de orelha’ da Lú. Ela fez a parte dela, contribuir para o blog. E me mostrar que preciso exercitar mais meu cérebro. Preciso melhorar. Ou eu corro o sério risco de me acomodar, e achar natural ensinar regra de três para pessoas com nível universitário.

E aí eu viro mais um comedor de cérebros.

Importante: Os próximos parágrafo exigem um certo esforço na leitura, por possuírem altas doses de sarcarmo e ironia. Se você é um analfabeto funcional, ou não sabe como usar o bom senso, PARE AQUI!

PS: Lembram quando eu falei que é só você ficar ‘famoso’ pra aparecer gente fazendo ‘vigília’ no que você escreve? Taí, eu tinha razão! :P

PS2: O Foreman mata uma paciente, ao errar um diagnóstico. Pronto, me vinguei.

PS3: Estou pensando em comprar quando sair o God of War 3, mas o Wii está bem mais interessante no momento….

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  • By Marcio Melo, outubro 18, 2007 @

    Man, essa do PS3 já tinha visto em algum blog hehehe

  • By Graveheart, outubro 18, 2007 @

    Eu também, mas não lembro onde. Se o autor quiser se manifestar, fique à vontade. :D

  • By Anderssauro, outubro 18, 2007 @

    Uma vez fui para um treinamento em um novo emprego e tals, pra trabalhar no TI.
    Cheguei lá o cara me botou como atendente de telemarketing.
    ¬¬

    no segundo telefonema, mandei a mulher trocar de empresa! =D

  • By Lu Monte, outubro 18, 2007 @

    Pôxa, eu falei em pvt (tá, direct twitter), tentei ser discreta e provoquei toda essa crise… pelo menos, rendeu um post. :P

  • By Norberto Kawakami, outubro 18, 2007 @

    Vou estar tentando reduzir o meu grau de estresse…

    Acho que esse gerundismo é culpa de algum criador de script para as tele-atendentes. Elas não dizem nada além do que está escrito nos monitores.
    Pode ser uma teoria da conspiração contra o Pasquale.

    abraço

  • By Graveheart, outubro 18, 2007 @

    É mais ou menos isso: quando os primeiros manuais de tele-atendimento vieram dos EUA, traduziram erroneamente um termo (se não me engano, “I’m going to” ou coisa assim) para “Eu vou estar…” e a burrada foi se espalhando.

    Hoje muita gente sabe que é errado, mas o vício continua, pois é difícil estar tirando esse tipo de coisa da cabeça.

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