Meme - As 10 melhores séries de todos os tempos (IMHO)
O Thiago Berti, do Fscking Nerdish, me convidou pra um meme, listar as 10 melhores séries de todos os tempos.
Essa tarefa é ingrata, convenhamos. Sempre vai faltar alguma coisa, você sempre vai lembrar que gostava mais dessa do que daquela, sempre vai ter um fresco falando “Credo, você gostava desse lixo?”. Mas com um pouco de trabalho e esforço consegui montar a minha lista. Evitei também listar os grandes figurões, trazendo séries mais desconhecidas do grande público, ou que mesmo não estando cobertas de hype me fizeram ficar grudado na telinha da TV.
(Atenção: a lista não está em ordem de preferência…)
Liga da Justiça - Liga da Justiça Sem Limites
Sempre fui fã dos desenhos que o Paul Dini já fez com os personagens da DC, mas Liga da Justiça é excepcional. E o mais interessante é que ele não fez nada demais, apenas respeitou os personagens, e principalmente os fãs. Só o fato desse desenho estar na lista de um Marvete inveterado já mostra como o cara é bom.
Destaque para o trabalho feito com o Superman. O cara ficou MUITO bom no desenho, deixou de ser o bobão que eu sempre achei que era, e virou um personagem interessante, complexo. O episódio final da série tem um ‘diálogo’ entre ele o Darkseid que me fez pular da cama e soltar um “Ca@#!@#, que F#!@#!@”
Superman: [Fighting Darkseid] That man won’t quit as long as he can still draw breath. None of my teammates will. Me, I’ve got a different problem. [Punches Darksied through the wall] I feel like I live in a world made of cardboard - always taking constant care not to break something. To break someone. Never allowing myself to lose control, even for a moment, or someone could die. [Punches Darksied again] But you can take it - can’t you, big man? What we have here is a rare opportunity for me to cut loose… and show you just how powerful I really am.
Show de Bola.
Ah, então o senhor(a) curte Lost? Heroes? Jericho? É chegado numa série cheia de mistérios, conspirações e um mínimo de base científica? Agradeça a esses dois bravos agentes do FBI aí do lado.
Arquivo X é, tranquilamente, o principal responsável pelo renascimento de (boas) séries de ficção. Mostrando o dia-a-dia nada comum de um departamento do FBI voltado para investigar casos sem solução aparente, a série trazia o ‘malucão’ Fox Mulder e a ‘cética’ Dana Scully, envolvidos com conspirações alíenigenas, monstros, mutantes, e outras coisas legais. E justamente essa diferença entre opiniões dos dois agentes, assim como a própria relação entre os dois, é que dava a ‘química’ da série.
E Arquivo X também tem outro motivo para ficar para sempre na minha memória: pela primeira vez, surgiu uma série que conseguiu cativar a maior parte da minha família. Com poucos episódios, meus irmãos, meus primos e meus tios já estavam cativados. Não era raro a gente se pegar assistindo um episódio juntos, ou discutindo as teorias.
Gerou centenas de cópias, algumas muito boas, outra descaradas, algumas milhares de paródias e citações (até o desenho ‘Eek, the Cat’ tirou uma casquinha) e até hoje é referência para muitos.
Infelizmente, durou tempo demais, e acabou como uma sombra do que foi. Mesmo eu, que era fã tarja preta da série, acabei desanimando depois da saída sem-vergonha que inventaram pro David Duchovni. Uma pena.
Essa é uma que quase chegou lá, mas acabou descanbando pra mais uma série que veio no rastro de Arquivo X.
Pretender conta a história de Jarod, que possui uma habilidade muito especial: ele é capaz de assimilar QUALQUER conhecimento e simular QUALQUER pessoa em pouco tempo. É até mesmo capaz de fingir sentimentos, ou de saber o que alguém está pensando, simplesmente olhando pra foto da pessoa.
‘Recrutado’ desde criança pel’O Centro, Jarod cresceu isolado do mundo, fazendo os mais variados trabalhos de assimilação, até que um belo dia percebeu que seus dons estavam sendo usado para fins sinistros, e fugiu, decidido a usar seus dons para ser um ‘Anjo Vingador’ das pessoas que precisavam de ajuda.
O engraçado é que, muito embora seja capaz de ser tanto um adestrador de jacarés quanto um físico nuclear, Jarod não conhece quase nada do mundo, e várias vezes reage com espanto a coisas simples, como leite achocolatado e bolinhos com creme. E, principalmente, Jarod é basicamente um psicopata. Seu método de ‘ajudar as pessoas’ é escolher um caso qualquer nos jornais, se infiltrar, descobrir quem causou o sofrimento da pessoa escolhida, e fazer com que ela passe PELO MESMO sofrimento que ela. Fantástico.
Infelizmente, como eu já disse, essa série foi tratada como mais uma no rastro de Arquivo X. Uma vez, nem acreditei quanto encontrei um outro fã da série….
Sabe Rocky? Sabe anime? Mistura.
Hajime no Ippo foi um daqueles achados raros de um final de semana chato, e me cativou logo nos primeiros episódios. Me identifiquei tanto com os dilemas do personagem principal e com os treinos, que não sosseguei enquanto não vi a série toda, mais os filmes. E, garanto: se você gosta de lutas, ou desenhos de esportes pé-no-chão, não vai se arrepender de assistir essa série.
Ippo Makunoichi é o típico garoto retraído, que não consegue arrumar amigos por uma mistura de timidez com a necessidade de ajudar a mãe no trabalho. Com isso, ele é alvo constante de um grupo de delinquentes. Um dia esse grupo resolveu dar uma surra de verdade em Ippo, mas ele acaba sendo salvo por Mamoru Takamura, um lutador de boxe profissional.
Desacordado, Ippo é levado para o ginásio Kamogawa para tratar dos machucados. Após acordar, Takamura deixa Ippo bater no saco de pancadas para descarregar a tensão, e nesse momento descobre o talento inato de Ippo para a luta. A partir daí, começa a jornada de Ippo pelo mundo do boxe.
Como já disse, a série é bem pé-no-chão, sem as viagens típicas de animes de esporte, e justamente por mostrar as lutas e treinos de forma realista (ok, tem umas viagens, mas dane-se) me cativou.
Cara, me recuso a explicar sobre essa série. Acho que não existe ninguém que não tenha ouvido falar. Tá, ninguém com exceção dos Amish…
Dragon Ball é a fase mais cômica da série, com várias tiradas fantásticas e lutas divertidas. Dragon Ball Z é mais voltado pra ação. E ação mesmo, é porrada e raio pra tudo quanto é lado, e o autor sempre consegue fazer algum desfecho interessante. Percebam que, comparado com o mangá, a série é bem mais enrolada, mas isso acontece com todos os animes de longa duração com mangás ainda em publicação: como o anime é semanal, e o mangá nem sempre segue essa periodicidade, às vezes a história animada alcança os quadrinhos. E aí, só enrolando.
Mas esqueçam as enrolações e os episódios em que nada acontece. Concentrem-se naquela que é a melhor cena de um anime que eu já vi. Até hoje me arrepia essa cena. Pena que os sem-noção da equipe de dublagem brasileira tiraram a música de fundo, eliminando uns 95% da emoção da cena.
Sinceramente, é o melhor desenho de ação já feito. Ponto. Dane-se os detratores. Raso são os peitos da sua irmã.
ER - Plantão Médico (primeiras temporadas)
Esse eu só assisti o que passou na Globo, mas está na minha lista de DVD’s que preciso comprar. Já tenho até a segunda temporada….
E, até onde assisti, gostei. Mostrando o dia-a-dia de uma equipe médica, a série conseguia mesclar dramas pessoais, problemas profissionais e doenças com uma capacidade fantástica. Destaque para o ainda novato Carter, o alivio cômico desse período.
Se sou fã de animes, a culpa é dessa série. Personagens cativantes (sabia que a Apple já foi campeã de melhor personagem no Japão?), vilões apaixonantes (Barão Ricks!) e, vejam só, uma história muito boa.
Meu fascínio pela série cresceu ainda mais quando descobri que a produção era apenas para promover aquelas malditas pistolas. Quer dizer, era um anime que deveria ser puramente comercial, mas que cativou milhões. Chupa, BeyBlade e correlatos.
Comédia das boas, louca e abusada até onde era possível, e trazendo o pior homem depois do Homer Simpson: Al Bundy.
Destaque para quando ele desmaia depois de ver que uma senhora gorda estava usando uma calcinha escrito ‘quarta-feira’ num sábado, e quando ele dá um mal jeito nas costas, e ao invés dos médicos fazerem uma ‘incisão circular’, eles se confundem e fazem um ‘circuncisão’ no pobre homem….
Com a palavra, sensei Cardoso:
House é um misantropo. Um sujeito que não gosta de gente. Ele é um cientista, mais que um médico. Ele quer descobrir e vencer a doença, o paciente é só um detalhe. Ele aprecia a inteligência. Ele a questiona. Ela está pouco se lixando se o sujeito é diretor internacional de pesquisas da Fundação Fênix. Ele vai julgar pelo que o sujeito fala, como ele age, ali e agora. House vai tentar destruir o seu argumento. Ele precisa ser convencido. Não há lugar para fé em seu mundo.
(…)Muita gente na vida real se irrita com ele por isso. House não se faz de coitadinho, House não quer a pena de ninguém. Aliás ele não quer nada de ninguém, só que o deixem trabalhar. Com isso temos um protagonista que, para as mentes mais limitadas, é antipático. Arrogante. Sem um pingo de humildade. Como eu já disse algum tempo atrás, humildade não é você fingir que não é melhor que ninguém. Humildade é você admitir que pode haver alguém melhor.House irrita mais ainda por geralmente estar certo, e quanto não está, aprende com os próprios erros.
Impossível descrever melhor…
Elas são tartarugas. Adolescentes. Mutantes. Ninja. E um ícone para jovens do final da década de 80.
Impossível não achar um fã desse quarteto (na época, porque hoje todo mundo virou adulto fresco e nega que tenha gostado…). Tá certo, o desenho trazia umas tartarugas bem mais ‘fofinhas’ do que nos quadrinhos, mas a qualidade de animação e roteiro eram surpreendentes, e com uma leva de vilões tão bizarros quanto os próprios heróis, animou as manhãs de muita gente. E rendeu milhões em produtos. Originais e falsificados.
É isso. Pelas regras do meme, eu deveria convidar cinco pessoas para participar. Mas todos que eu conheço já fizeram sua lista, então…
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Comentários
DragonBall? Você gostaava desse lixo? :):)
Eu preferi não colocar desenhos animados, mas se fizer uma lista dessas com certeza a Liga estaria nela.
Definitivamente não era um desenho pra crianças. O que tinha de texto com duplo-sentido… sem contar nas adaptações que fizeram de histórias clássicas. O “Para o homem que tem tudo”, com o SuperHomem foi excelente.
“BURN!!!!”
Mas inesquecível é o episódio duplo (ou triplo, sei lá) em que o Darkseid vai pedir ‘ajuda’ da Liga para enfrentar o Brainiac. O ódio do Superman, só de ouvir o barulho do tubo de explosão é ótimo. Sem contar no final, com ele decidido a ficar e ver se o Darkseid realmente morre.
Fodástico.
House é O cara! É a primeira da minha lista - que, aliás, ainda estou devendo porque, como viciada em séries, citar só dez é tortura. Dessa sua lista, só House e ER vão entrar na minha.
Ainda termino um texto onde provo por A + B que sou o House brasileiro…. Tá certo que a dor na minha lombar está passando, mas isso não prova nada contra a minha teoria.
No meu caso, foi como eu falei: evitei tratar das séries mais conhecidas, para comentar das séries menores que eu também gostava. É a melhor forma de fazer essa lista sem dor no coração. Arranca logo tudo de uma vez. ![]()
Desculpe, este post está fechado para comentários.







Uau, outro fã de Pretender. Q raridade…
Gostei das séries q vc citou, só não conheço a Married with Children.
Gosto de tantas séries q não consigo fazer uma lista de top 5, 10 ou n.
Mas eu acho q Simpsons estaria sempre em um dos primeiros lugares.
E mto legal vc colocar uns animes, a maioria das listas q eu vi de series, só trazia mesmo os americanos.