Você prefere ser reconhecido pelo que diz ser, ou pelo que faz?

Essa, se tivesse acontecido comigo, teria virado WTF. Como foi com outra pessoa, virou um pequeno conto para reflexão dos meus leitores.

Lembram que eu comentei que uma menina foi promovida a supervisora do SAC, e ficava me torrando a paciência? Então, na semana passada tive mais uma vez a prova que certas pessoas não nasceram para possuir cargos de ‘renome’.

Aos fatos: havia um treinamento, marcado com mais de uma semana de antecedência, que seria dado pela Coordenadora do Setor de Qualidade, sobre reclamações de clientes (como atender, quais documentos preencher, etc.). Esse treinamento seria dado a todas as meninas do atual SAC. Mas, como a nova ’supervisora’ não comunicou a nenhum outro setor a ‘promoção’ para o novo cargo, ela não recebeu uma cópia do email com o aviso do treinamento. E, da mesma forma como a comunicação interna é uma maravilha na área comercial, ninguém lembrou de avisá-la desse treinamento…

E, no dia especificado, faltando menos de meia hora para o início do treinamento, com tudo já montado na sala ao lado da minha, a desgraça da supervisora liga para a Coordenadora da Qualidade e fala que não haveria treinamento algum, pois ela não foi avisada disso, e a obrigação é que a supervisora seja comunicada, e não as funcionárias. Da mesma forma, apenas a supervisora poderia definir a melhor data e hora para o treinamento.

A pobre da coordenadora ainda tentou constatar o óbvio: ninguém, a não ser as próprias meninas do comercial, sabiam que havia uma nova supervisora na área, e portanto não havia como pedir permissão, ou até mesmo enviar uma cópia do email com o aviso do treinamento. Mas a ’supervisora’ foi irredutível (como todo burro teimoso é), e deixou claro que ela não deixaria ninguém descer para o treinamento, pois ela era a autoridade máxima no setor (segundo me contaram, ela repetiu isso umas cinco vezes durante a discussão…). Se a coordenadora quisesse marcar outra data, tudo bem, mas caso contrário, nada feito.

E, assim, por conta de uma escrotice sem tamanho, pelo menos oito pessoas perderam tempo e dinheiro: A coordenadora da qualidade (que montou toda a apresentação, tirou cópias, pensou no que ia falar), as meninas do SAC (que se programaram para o treinamento) e eu (que tive que montar todo o aparato tecnológico para fazer o treinamento). Tudo porque UMA idiota achou que possui autoridade para fazer o que quer, por causa de um ‘título’ tão idiota quanto ‘Assistente do Gerente Regional’.

E não pára por aí: conversando depois desse incidente, percebi que várias pessoas tinham a mesma reclamação: essa supervisora estava mandando a torto e a direito, jogando na cara de todos que havia sido promovido, e exigindo coisas sem sentido usando o cargo como ‘palanque’.

E é esse é o tipo de coisa que odeio: O uso de ‘títulos’ ou ‘cargos’ como forma de forçar respeito. Cacete, respeito não se adquire com uma promoção na empresa. Você pode até conseguir uma meia dúzia de puxa-sacos, mas isso não é respeito. Vire as costas, e eles falarão mal de você. Dê mole, e eles puxarão seu tapete. Perca o cargo, e eles mal olharão para sua cara.

Respeito (em um mundo ideal), deveria ser obtido através de trabalho e reconhecimento. Não consigo aceitar que eu preciso dar uma carteirada em alguém para que esse alguém reconheça minha autoridade. Prefiro que entendam que, se exerço algum cargo, função e/ou responsabilidade, é porque eu tenho um mínimo de know-how para exercer essa tarefa, e não porque sou puxa-saco. E, se preciso dar uma ordem ou cancelar algo que os outros setores estão fazendo, faço questão de mostrar que há um motivo para isso, ao invés de proibir ‘porque ninguém me avisou’.

Digo, e repito sempre: alguém que use o nome do cargo para dar ordens a torto e a direito faz isso para compensar um ‘pequeno’ problema com um certo membro. Ou para descontar a falta de ‘troca de óleo’, como parece ser o caso da ’supervivora’ supra-citada….

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  • By Norberto Kawakami, julho 23, 2007 @

    Você se esqueceu de focar no cabeçudo(a) que a promoveu. Se tivesse sido eu a promovê-la certamente faria um mea culpa e já a teria demitido. Este tipo de pessoa detona qualquer ambiente amigável e de colaboração em uma corporação.

  • By Graveheart, julho 24, 2007 @

    Meu, o problema para sua solução é um só: puxa-saquismo. Não vão demití-la, já que ela é o tipo de funcionária que todos os chefes amam: Faz tudo o que você manda de forma robotizada, e como não tem grandes capacidades, não pode se dar ao luxo de cobrar um bom salário….

  • By Norberto Kawakami, julho 24, 2007 @

    Então o problema tá no chefe mesmo. Quem gosta de puxa-saco incapaz é tão incapaz quanto.
    E se a cultura da empresa é esta, então, o melhor é procurar outra empresa para trabalhar… Afinal de contas, a melhor época para procurar emprego é quando se está empregado…

  • By Graveheart, julho 24, 2007 @

    Então o problema tá no chefe mesmo. Quem gosta de puxa-saco incapaz é tão incapaz quanto.

    Matou a charada. :)

    É complicado dar muitos detalhes, mas a ‘manda-chuva’ da área comercial é mulher do dono da empresa, e não é muito saudável apontar esse tipo de coisa numa reunião, ou em qualquer momento que seja.

    E, sobre procurar outro emprego…. Bom, faço um post sobre isso em breve. :)

  • By Lu, julho 25, 2007 @

    É o sujeito que sobe num caixote e acha que é presidente da república (tá que, no Brasil, não precisa mesmo de muito mais que isso). Aqui tem uma criatura assim. Tivemos dois meses horríveis graças a essa tranqueira, e ainda não tenho certeza se o inferno acabou.

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