Amor, sempre o amor….
Uma das coisas mais interessantes sobre os filmes dos irmãos Farrelly é que, por debaixo de todas aquelas situações absurdas, um tema que nunca deixa de aparecer é o amor. Quem vai ficar com Mary falava de lutar por um amor que se julgava impossível. Eu, Eu mesmo e Irene fala da perda do amor e a subsequente desilusão, assim como a importância de não guardamos a dor dentro de nós. O amor é cego é claro em sua premissa: A verdadeira beleza é a interior, e o verdadeiro amor não se baseia em estereótipos de beleza. E Ligado em Você não foge dessa regra, mas dessa vez os autores decidiram trabalhar em um amor mais profundo: o amor entre irmãos.
Bob e Walt são irmãos siameses, e não podem se separar através de uma cirurgia. E, ao invés de encararem isso como uma maldição, eles resolvem dar a volta por cima, e viverem da melhor forma possível. Um ajudando o outro. Um completando o outro. Um compensando as deficiências do outro. O que se forma então é um tipo de amor entre irmãos raramente visto em qualquer lugar. Bob e Walt são totalmente diferentes, e cada um deles tem uma idéia distinta sobre como se deve aproveitar a vida. Mas eles se respeitam, e fazem o possível para garantir a felicidade um do outro. Mesmo que isso signifique sofrer, ou enfrentar situações que eles normalmente evitariam.
Vale a pena assistir. Se você só se importa com as piadas sobre deficientes, vai se divertir. Se você é daqueles que gostam de arranhar a casca de superficialidade e se aprofundar na essência dos personagens, vai encontrar uma ótima história sobre amizade, carinho, e respeito.
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