O poder do boicote
Sempre acreditei que uma das melhores formas de protesto era o boicote. Se você é um formador de opinião (quer seja de cinco pessoas, quer seja de milhares) e diz ‘Não comprem produtos tal por causa disso’, você está mexendo com o lugar que mais dói: o bolso das empresas. Porque, justamente por ser reconhecido dentro do seu nicho, seu leitores/ouvintes/telespectadores vão reconhecer sua opinião como algo verdadeiro, e também deixarão de gastar dinheiro com aquele produto/serviço.
Convenhamos, muito mais efetivo do que protestos, passeatas, ateamento de fogo em sutiã, e outras atitudes que podem até arranhar a imagem do seu alvo, mas que será esquecido em pouco tempo.
Por isso, mesmo nunca tendo viajado de avião (busão é o que há!), incluo o logo da campanha ‘Congonhas Não!’ ao meu blog. A esperança é que, mesmo que apenas um dos meus leitores (o equivalente a uns 20% do total) decida não usar mais o aeroporto de Congonhas, eu já terei feito a minha parte para evitar novas tragédias como essa.
E, a propósito, não comprem produtos da Amazon PC. São horríveis.
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By Rafael Dourado, agosto 24, 2007 @
O post é antigo (descobri o blog recentemente e tenho me divertido bastante aqui), mas eu sou um dos que optei por não voar porque Congonhas não está mais operando “regularmente”.
Cansei de ver atribuição de culpa pelo caos de Congonhas aos “passageiros que querem conforto”. Bem, pagamos pelo conforto, e Guarulhos é uma viagem, ainda mais pra quem mora cerca de 30 minutos de distância de Congonhas (mais ao “sul”).
A campanha “evite voar se puder” eu adoto. Mas “desligar Congonhas” e obrigar mais paulistas e paulistanos a atravessar a cidade só porque as empresas querem colocar avião grande em pista pequena é, do meu ponto de vista, um descabimento.
Assim como ouvir o ministro dizer “priorizo segurança em detrimento do conforto” pra alguém que paga pelo conforto é um contrasenso - embora ele tenha correndo tentado se redimir… Aumentando o espaço entre as poltronas…