Sexta feira bizarra

Sexta-feira bizarra….

Primeiro, vi um grupo de militantes do PT batendo de casa em casa pedindo assinatura para um abaixo assinado, para proibir uma nova lei que pretende mudar o sistema de ônibus daqui. Deixá-los como em Curitiba, onde você paga passagem direto no ônibus. A diferença (bom, não sei se lá é assim) é que você só precisa pagar uma passagem para pegar ônibus de linhas diferentes. Só que o PT não quer que o projeto ande, por achar que os cobradores ficarão sem emprego. Mesmo quando o remanejamento dos funcionários já esteja acertado nas mudanças.

Quando a mulher me explicou o porquê do abaixo assinado, disse que não assinaria, porque achava a idéia boa. A casa caiu pro meu lado. A mulher começou um longo discurso sobre os direitos, sobre o FHC, sobre a falta de segurança, etc. e tal. Argumentei que, entre outras coisas, a democracia que eles tanto pregam deveria me dar o direito de discordar da idéia deles. Começou mais um longo discurso sobre demagogia. Comecei a citar fatos e situações onde o PT e partidos de oposição da minha cidade estiveram envolvidos, e… bem, a discussão terminou com um “babaca sem opinião” do lado dela e um “vai tomate crú” do meu.

À tarde, por um motivo que ainda não entendo, fiquei mal. Uma tristeza meio vindo do nada, daquelas de desanimar. Deitei e fiquei lá, tentando entender porque tantos pensamentos ruins tinham voltado. Tive que fazer um esforço para pegar a mochila e ir pra faculdade, mas essa sensação persistiu no ônibus. Estava tão mal que não conseguia nem pensar direito. Percebi que se fosse pra faculdade naquele estado seria pior, e parei no shopping, achando que sair da rotina me daria um pouco de sossego.

Nada. Na fila do cinema eu pensei melhor e resolvi que seria melhor ir pra aula mesmo. Coisas de honra, etc. e tal.

Me ferrei. O primeiro professor faltou, a turma foi embora, e na hora que eu estava para pegar o ônibus, caiu uma chuva dos infernos, daquelas que não deixam ninguém sair do local. Fiquei ali esperando a chuva acalmar para tentar pegar uma carona, e… surpresas das surpresas, um raio cai, e a energia elétrica da faculdade acaba.

Resumindo o dia: briguei com uma militante chata do PT, tive um surto de melancolia, perdi um filme maravilhoso por cinco minutos, não tive aula, aguentei uma chuva terrível, e fui embora pra casa no escuro.

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