Vamos lá…. Sabe aqueles filmes amer
Vamos lá….
Sabe aqueles filmes americanos onde temos um homem, pateta e ingênuo até o limite, que acaba se apaixonando por uma garota linda, mas que namora um cara que é o maior babaca? Aí o cara ingênuo tenta conquistar a garota (ou fazer alguma outra coisa, depende muito…), sendo sempre atrapalhado pelo malévolo babaca. E no final do filme ele descobre que não é um completo idiota, a garota descobre que ele tem sua beleza, ainda que interior, e o babaca acaba se ferrando (em um filme infantil, o babaca pode acabar caindo em algo nojento, como lama, glacê, ou coisa do tipo, para “dar humor”…). Bom, já cansamos de ver filmes assim, e já não há nada mais do gênero para se criar, certo?
Errado.
“Legalmente Loira” consegue ser interessante justamente por brincar com os clichês desse gênero de comédia-romântica. O cara ingênuo é uma garota loira hiper-popular e completamente desligada do mundo real. A garota linda é um homem, que também faz o papel de babaca, e que desiste do namoro com a loira porque ela não é inteligente… E o cara babaca é uma garota morena, que não é tão má assim, no final das contas.
A história gira em torno da garota loira, que resolve cursar direito em Harvard para provar que é inteligente. A partir daí, muitas das piadas ou situações são exatamente como já vimos antes. Mas, como já disse, esse filme consegue brincar bastante com os clichês conhecidos. E é aí que ele se torna legal, com situações inusitadas, tiradas inteligentes (”Se formos avaliar dessa maneira, masturbação poderia ser uma forma de renúncia….”) e muitas surpresas interessantes.
É um filme bom para uma sessão despreocupada. Mas não espere uma obra-prima do gênero. Até porque o gênero não permite coisas muito inteligentes…
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